Disciplina - Biologia

Biotecnologia - Histórico

Não há dúvida que o futuro da humanidade depende, em grande parte, da liberdade que os investigadores tenham de explorar os seus próprios ideias. Embora não se possa considerar descabido, os investigadores desejarem tornarem-se famosos, a verdade é que o homem que se dedicar à pesquisa com o objetivo de conseguir riqueza ou notoriedade, escolheu mal a sua profissão (Alexander Fleming).

O uso da Biotecnologia teve o seu início com os processos fermentativos, cuja utilização transcende, em muito, o início da era Cristã, confundindo-se com a própria história da humanidade. A produção de bebidas alcoólicas pela fermentação de grãos de cereais já era conhecida pelos sumérios e babilônios antes do ano 6.000 a.C. Mais tarde, por volta do ano 2.000 a.C., os egípcios, que já utilizavam o fermento para fabricar cerveja, passaram a empregá-lo também na fabricação de pão. Outras aplicações, como a produção de vinagre, iogurte e queijos são, há muito tempo, utilizadas pelo ser humano.

Entretanto, os agentes causadores das fermentações ficaram ocultos por seis milênios. Somente no século XVII, o pesquisador Antom Van Leeuwenhock, através da visualização em microscópio, descreveu a existência de seres tão minúsculos que eram invisíveis a olho nu.

Foi somente 200 anos depois que Louis Pasteur, em 1876, provou que a causa das fermentações era a ação desses seres minúsculos, os micro-organismos, caindo por terra a teoria, até então vigente, que a fermentação era um processo puramente químico. Foi ainda Pasteur que provou que cada tipo de fermentação era realizado por um micro-organismo específico e que estes podiam viver e se reproduzir na ausência de ar.

Posteriormente, em 1897, Eduard Buchner (1860-1917) demonstrou ser possível a conversão de açúcar em álcool, utilizando células de levedura maceradas, ou seja, na ausência de organismos vivos.

Paradoxalmente que possa parecer, foram as grandes guerras mundiais que motivaram a produção em escala industrial de produtos advindos de processos fermentativos.

A partir da primeira guerra, a Alemanha, que necessitava de grandes quantidades de glicerol para a fabricação de explosivos, desenvolveu, através de Neuberg, um processo microbiológico de obtenção desse álcool, tendo chegado a produzir mil toneladas do produto por mês. Por outro lado, a Inglaterra produziu em grande quantidade a acetona para o fabrico de munições, tendo essa fermentação contribuído para o desenvolvimento dos fermentadores industriais e técnicas de controle de infecções.

Foi, todavia, a produção de antibióticos o grande marco de referência na fermentação industrial. A partir de 1928, com a descoberta da penicilina por Alexander Fleming (1881-1955), muitos tipos de antibióticos foram desenvolvidos no mundo.

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