Disciplina - Biologia

Biologia & Ciências

28/03/2012

Descoberta espécie de crocodilo pré-histórico

Brasileiro é um dos responsáveis pela descoberta e descrição de uma nova espécie de crocodilo que teria vivido na Terra há 130 milhões de anos, juntamente com os dinossauros.
A pesquisa se baseou em um crânio fossilizado, com um metro de comprimento, encontrado ao acaso em 2007, nos arredores dos pântanos de Swanage, uma vila litorânea de Dorset, no Sul da Inglaterra.
A espécie batizada de Goniopholis kiplingi foi examinada durante cinco anos por cientistas da Universidade de Bristol, que compararam o fóssil com amostras de outras espécies.
De acordo com Marco Brandalise de Andrade, pós-doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – e um líder da descoberta, feita em parceria com outros cientistas britânicos – a nova espécie tem parentesco com outros crocodilianos.
“Foi uma experiência fantástica, porque este é provavelmente o exemplar de Goniopholis com melhor preservação já encontrado e eu o tive à disposição por um longo tempo. Foi então que pude verificar o parentesco estreito com outros Goniopholis europeus, mas também suas diferenças, como ossos lacrimais muito mais alongados”, disse Andrade.
Ainda segundo Andrade, as diferenças permitiram reconhecer a nova espécie. O nome G. kiplingi foi em homenagem ao autor Rudyard Kipling, que escreveu a obra “O Livro da Selva” (a história no Brasil é conhecida como “Mogli, o menino lobo”).
“O autor influenciou um grande número de pessoas, eu inclusive, a gostar das ciências naturais”, disse Andrade.
O réptil media entre quatro e cinco metros do nariz à ponta da cauda, se alimentava de peixes, tartarugas e, provavelmente, de pequenos dinossauros que habitavam os pântanos e lagos das florestas tropicais.
Embora outros restos do Goniopholis já tenham sido encontrados na Inglaterra há mais de um século, os ossos do crânio descoberto são mais alongados, além de apresentarem outras diferenças sutis em sua mandíbula superior.
Tecnologias avançadas de scanner e reconstrução por computador foram utilizadas na análise do fóssil para elaborar um modelo em 3D. A descoberta deve ajudar os pesquisadores a calcular o número de espécies, já que esta espécie teria vivido apenas na Inglaterra.

Esta notícia foi publicada em 28/03/2012 no site ambientebrasil.com.br. Todas as informações nela contida são de responsabilidade do autor.
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